sábado, 27 de dezembro de 2008

É HORA DE BALANÇO

Fim do ano chegando e resultados sendo conferidos.
No caso da CiVViva, devemos dizer que esses resultados foram excepcionais.
Notamos agora que, desde o inicio do ano, tudo foi se encaixando de modo que todas as atividades acabaram dando certo.

Começamos com a constituição do LABORATÓRIO DE DEMOCRACIA URBANA da CiVViva, no dia do seu aniversário. No Seminário discutimos e avançamos propostas finalizadas à recuperação do ponto de vista civil, urbanístico, social e econômico do nosso bairro. Na ocasião, vários intelectuais se ofereceram para colaborar.

Logo depois, fizemos a coleta de assinaturas contra a violência. Numa manhã ensolarada, com a camisa da CiVViva, saímos pelas ruas. Conseguimos três mil assinaturas e mandamos a quem de direito (autoridades várias), Veja no nosso blog o que escrevemos.

Aproveitamos e recomeçamos as aulas de Tai-chi-chuan na Praça do Carmo, em março. A pedido do MABE, acompanhamos as crianças do Beco do Carmo e suas mães para um papo sobre oficinas a serem organizadas pelo Museu. Voltamos outras vezes até que tiveram inicio as oficinas para as crianças e algumas para as mães, também.

Em abril recebemos uma carta da OAB na qual diziam ter solicitado providências à Governadora, relativamente ao conteúdo daquela que acompanhava as assinaturas recolhidas no dia 01/03/08. Logo após recebemos a visita do Comandante da PM, Hilton Benigno, para discutir ações concretas para o bairro.

Em maio começamos a preparar a Oficina Escola de Escritores, iniciativa, essa, do nosso Laboratório de Democracia Urbana, e, do Grupo de Memória e Interdisciplinaridade, da Faculdade de Engenharia Civil, da UFPA. A oficina, ministrada pelo jornalista e escritor Oswaldo Coimbra, pós-doutor pela USP em narrativas criadas com pesquisas históricas, no campo do Jornalismo, tinha como objetivo um livro de resgate da memória da Cidade Velha.

Em junho, o nosso S. João na Praça, viu as crianças do Beco do Carmo apresentarem uma quadrilha e dançarem carimbó. O mingau de milho branco acabou rápido. Continuamos resgatando nossas brincadeiras de antigamente: o pau de sebo, o quebra-pote, a corrida de saco e de ovo, fizeram, como sempre, um sucesso enorme.

Em julho não tiramos férias. A Escola de Escritores iniciou sua atividade na Casa da Linguagem e nós começamos a preparar uma reunião com os moradores do bairro interessados em recuperar sua casa, usando o financiamento disponibilizado pelo programa Monumenta.

Agosto: a campanha eleitoral estava pegando fogo. Nós decidimos mandar uma carta aos candidatos, pedindo para incluírem no próprio programa de trabalho, se eleitos, solução para os problemas do nosso bairro. A relação era enorme. Quem sabe algum deles teve tempo para ler...

Tivemos também um encontro com a PM. Desta vez, lá no bairro de Canudos. Veio à tona a idéia das bicicletas a serem doadas à PM. Iniciava uma parceria.
Para evitar que “quem não deve saber, soubesse”, começamos, sem dar noticia no nosso blog, a coleta de dinheiro para comprar as bicicletas que fariam a ronda pelas ruas da Cidade Velha.

Em parceria com o Curro Velho, demos inicio, na sede do Fórum Landi, a três oficinas destinadas ao programa de Natal. Isso no mês de outubro. Canto Coral, para as crianças até 14 anos; Miriti/madeira e papel de fibra/argila, de 16 anos em diante. A idéia era preparar um presépio com material da nossa terra; sem camelos nem jumentos, mas com nossos bichos; sem pinheiros enfeitados; sem manjedoura, mas rede de palha: insuma, o mais próximo possivel a nossa realidade. Índios, negros, mulatos seriam retratados no Presépio Amazônico.

Em novembro, as “nossas bicicletas azuis, da cor da nossa esperança” estavam nas ruas, montadas por policias. Logo no primeiro dia um assalto na Dr. Assis demonstrou que a idéia ia dar certo.

Noticias chegaram avisando que dos 50 projetos enviados à Prefeitura, relativos aos financiamentos do programa Monumenta, 49 tinham passado o primeiro exame. Outro sucesso.

Estamos em dezembro. Outros resultados vieram à tona:

Dia 10/12 – Gráfica Sagrada Família, entrega do livro “Cidade Velha-Cidade Viva” para ser impresso;

Dia 16/12 – Fórum Landi – encontro com os comandantes da PM para um primeiro balanço das bicicletas na rua: os assaltos diminuíram 35%.

- dia 16/12 – no MABE, abertura da exposição “Meu Museu nosso patrimônio”;

- dia 18/12 – no Forte do Presépio, apresentação do Coro “Curumins e Cunhãs da Praça do Carmo;

- dia 22/12 – na Casa da Linguagem, inauguração do Presépio Amazônico.


Tudo isso você pode ler em detalhes aqui no nosso blog.

Égua, ninguém pode dizer que ficamos de braços cruzados, ou reclamando sentados na mesa de um bar....

Aproveitamos, portanto, para agradecer todos aqueles que nos ajudaram, seja na coleta de assinaturas, que na de dinheiro; seja nos encontros com a PM, que nas outras reuniões ou oficinas; seja emprestando sala para nossos encontros seja doando refrigerantes ou bombons para as festas; seja entregando cartas que arranjando fotocópias gratuitas; seja oferecendo oficinas gratuitas que pagando a limpeza das salas. Enfim, todo tipo de ajuda foi bem vinda.

O nosso êxito depende dessa colaboração. VALEU! OBRIGADA.

BOAS FESTAS A TODOS.

A Diretoria da CiVViva

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

AS "CRIANÇAS do BECO" NO MABE

Dia 16 de dezembro foi inaugurado na sala Antonieta Santos Feio, no MABE, a exposição "MEU MUSEU NOSSO PATRIMôNIO".

Trata-se de desenhos feitos pelas crianças do Beco do Carmo. Um trabalho, esse, que durou muitos meses e que foi fruto de uma proposta feita pelo Museu à CiVViva.

A direção do MABE sentiu a necessidade de aproximar as crianças do bairro a realidade do Museu. A forma encontrada foi fazer oficinas onde conseguiam seguir as crianças de diversos angulos. Portanto os desenhos são um resultado aparente. Por tras disso tem muito mais.

Estão de parabéns.

domingo, 21 de dezembro de 2008

CÔRO E PRESÉPIO

Segunda feira, 22 de dezembro, na Casa da Linguagem, teremos o prazer de "ouvir" o resultado da oficina de Canto Coral, realizada em parceria com o Curro Velho, nestes ultimos meses, sob a direção da Maestrina Rute Lima.
O Côro dos Curumins e Cunhãs da Praça do Carmo vai se apresentar as 17 horas. É constituido por 20 crianças que moram no Beco do Carmo e que nos acostumamos a ver brincar na praça.

Em tal ocasião será inaugurado também o Presépio Amazônico. Este presépio é uma revisitação daquele tradicional: é baseado na nossa realidade . Indios, negros, mulatos, serão os personagens. Não vai ter mangedoura, mas rede de palha. Os animais, somente aqueles da nossa terra. O material, mirití e barro: outras duas oficinas realizadas em parceria com o Curro Velho.

Vale a pena ir vê-lo e, possivelmente, também ir ouvir nossas crianças.

Aguardamos todos.

sábado, 20 de dezembro de 2008

O LIVRO ESTÁ SAINDO

O livro "CIDADE VELHA-CIDADE VIVA", resultado da oficina "Escola de Escritores" realizada pela CiVViva, em parceria com do Grupo de Memória e Interdisciplinaridade, da Faculdade de Engenharia Civil, da UFPa, ja está na gráfica.

O esforço do prof. Oswaldo Coimbra está se materializando. Para isso, mais de vinte "escritores" colaboraram com textos que resgatam um pouco da memória do nosso bairro. Os alunos de fotografia do Curro Velho também participam com várias fotos.

Estamos satisfeitos. Quem sabe, é o inicio de uma série?

O lançamento do livro será no dia do aniversario da CiVViva.
Aguardem. Avisaremos.

VOCÊ SABE ONDE ESTÁ ISTO?


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ENCONTRO COM A PM

Ontem reunimos com os Comandantes Saraiva e Hilton Benigno para fazer um balanço do primeiro mes de policiamento de algumas ruas pela PM montada nas "nossas bicicletas".
Fomos inofrmados da diminuição de 35% dos assaltos na Praça do Carmo nesse periodo.
Da parte dos moradores as reclamações continuaram, porém. O barulho provocado por locais noturnos ao redor da Av. Tamandaré foram evidenciados. O fato do 190 não responder e, quando responde não chega ninguem ao local, em tempo útil, também foi relatado.
Solicitados a fazerem o Boletim de Ocorrencia apos assaltos, furtos, etc., todos os presentes reclamaram do tempo que perdem para fazer isso; da distancia da Seccional do Comércio e da total falta de providências depois de feito o BO. Fomos aconselhados a usar a internet e fazer o B.O. através da Delegacia virtual que se encontra no site do Governo do Estado (http://www.delegaciavirtual.pa.gov.br/).

Uma nova reunião ficou marcada para a primeira quinzena de janeiro 2009 em presença de muitas putras autoridades.

sábado, 13 de dezembro de 2008

EU ANDEI NISSO...

Nos anos '50, o Zepelin saia da João Diogo, de fronte dos Bombeiros e ia para S. Braz: somente aos domingos.

EU ANDEI NISSO...


CONVITE

No inicio deste ano fomos procurados pela direção do Museu de Artes de Belém.
Queriam fazer um trabalho com as crianças da Cidade Velha.
Procurei as crianças. as levei la juntamente com as mães e foi explicado o que ia ser feito.
O resultado desse trabalho vai ser apresentado agora ao publico.

MEU MUSEU NOSSO PATRIMONIO
Abertura dia 16 de dezembro de 2008.
Sala Antonieta Santos Feio
Museu de Arte de Belém
às 19 horas.

A visitação será a partir do dia 17/12 das 10 as 18 horas. Sabados, domingos e feriados das 9 às 13 horas.

Voces estão convidados.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

PRIMEIRO SUCESSO

A POLICIA MILITAR, MONTADA NAS NOSSAS BICICLETAS,
JA OBTEVE O PRIMEIRO RESULTADO.

Em plena tarde, depararam com um assalto numa loja da Rua Dr. Assis.
Os assaltantes estavam em moto. Um foi preso.

É o primeiro resultado dessa nossa parceria.

Se tivessemos aceitado a sugestão de quem não acreditava ...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

COMEÇOU!

Se você mora na Cidade Velha e tiver tempo para se debruçar na janela, vai ver passar as bicicletas da CiVViva, levadas por Policiais Militares.
Este é o resultado de uma parceria que inicia.
Cidadãos e Institução se juntaram para cuidar, juntos, da nossa segurança.
É necessário que façamos a nossa parte... e alguns de nós estão fazendo.
E você?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

VAI COMEÇAR....

A partir de segunda feira, 3 de novembro, a “policia montada” nas “nossas” bicicletas estará nas ruas da Cidade Velha.
Conseguimos o apoio de 70 moradores e comerciantes do bairro, para a compra desse meio de transporte, tão útil nas nossas ruinhas estreitas e nem sempre bem conservadas.
O nosso agradecimento vai portanto a :
- Comagri, Comep, Edipeças, Farmácia Rodrigues, Guaraná Soberano, Mercantil Real, Reflector, Velas S. João e as famílias: Antunes, Assunção, Bechara, Carlos Rebelo, Casseb, Castro, Chile, Coutinho, Eládia Baia, Barra, Benassuly, Brabo, Boulhosa, Carvalho, Correia, Costa, Eluan, Franco, Kawage, Quintela, Imbiriba, Jansen, Leal, Lima, Lobato, Mendonça, Morgado, Pamplona, Ribeiro, Rodrigues, Machado, Mendes, Maués, Morbach, Nery, Peres, Santos, Siqueira, Silva, Souza, Tavares, Tuna, Vasconcelos, e outros cujas assinaturas não foram identificadas.
Todos esperamos que esse serviço que a CiVViva conseguiu em parceria com a Policia Militar dê bons resultados.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Oficinas da CiVViva

A CiVViva, em parceria com o curro Velho organiza Oficinas com temáticas para o Natal.

Realização das oficinas: 06 de outubro à 12 de dezembro 2008.
Período de inscrição: 29/09 à 06/10/2008 (civviva@gmail.com)

Oficina de Canto Coral (crianças de 7 a 14 anos)
Instrutora: Ruth Lima
Segunda, Quarta e Sábado - 10h00 às 12h00
Segunda, quarta - 16h00 às 18h00
Local: Igreja do Carmo, Capela da Ordem 3ª.

Oficina de papel de fibra e Argila ( a partir de 14 anos)
Instrutor: Hernesto Che
Segunda a sexta - 15h00 às 18h00
Sede: Fórum Landi (Praça do Carmo)

Oficina de Miriti e madeira ( a partir de 14 anos)
Instrutor: Ricardo Andrade
Segunda à sexta - 18h00 às 21h00
Sede: Fórum Landi (Praça doCarmo)

Divulguem e participem!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

MÃOS A OBRA

Ontem, 27 de agosto, na sede do Comando de Policiamento da Capital, no Canudos, participamos de uma reunião, com alguns outros bairros, cujo argumento em discussão era “Segurança Cidadã, Responsabilidade Compartilhada”.

Segundo eles, “....a Segurança Pública é direito e responsabilidade de todos, o que nos leva a refletir que além dos policiais, cabe a qualquer cidadão uma parceria de responsabilidade pela segurança, a qual deve ser fruto do comprometimento e da cooperação de todas as pessoas.”

Pediram sugestões para combater a delinquência. Buscam soluções que atuem sobre as causas da violência e da criminalidade, uma vez que está inserida nos espaços públicos.
A finalidade da reunião era traçar ações pontuais para cada comunidade.

O Major Camarão colocou-se a nossa disposição insistindo, inclusive, para chamarmos o numero 8802 3584, a qualquer hora, toda vez que acharmos necessário.

Resultado da reunião: vamos ter que arranjar três bicicletas pois farão três turnos de vigilância... sobre rodas. Serão três policiais em bicicleta, rodando pelo bairro, dia e noite. Assim iniciará a nossa parceria com a Policia. Agora, vamos ter que arranjar essas bicicletas.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O que pedimos aos candidatos

Caro candidato a Prefeito,

os moradores e usuários da Cidade Velha inscritos na Associação Cidade Velha-Cidade Viva, vem com a presente lembrar à V. Sa. os problemas que os eleitores do bairro mais antigo da cidade enfrentam.
Por favor, tenha presente essas informações no programa da campanha eleitoral.

1- Violência e delinqüência.
Numa visão mais ampla, a segurança é dever do Estado, mas o cidadão mora no Município, por isso o gestor da cidade não pode fechar os olhos para essa questão. O maior desafio a ser empreendido é, portanto a segurança pública. Como em toda a cidade, o bairro não é isento desse problema.
Não somente as paradas de ônibus são ponto de encontro de descuidistas, mas as praças também. Bicicletas na contra-mão, normalmente significam assalto e, sempre, com revolver e faca em punho. Os telhados, muitas vêzes são usados para entrar nas casas. Os fios de telefone são roubados a causa do cobre, assim como os registros de luz, prejudicando a todos. A quase total falta de vigilância favorece o aumento de tais fenômenos.
2- Ruas que dão acesso ao rio interditadas. Cancelas, grades, barreiras, casas. Existem muitas maneiras de impedir o acesso ao rio que banha Belém. Em comum elas tem um único elemento: são ilegais. Não existe um motivo legal, sequer, para que isso aconteça nas ruas da Cidade Velha, mas acontece!
De fato, pouco a pouco vimos as ruas que davam acesso à Baia de Guajará serem fechadas. A renuncia ao direito coletivo de ir e vir pelas ruas de Belém acontece com vantagem para pouquíssimos. Entre a Praça da Sé e a do Carmo, três vistas para o rio desapareceram. Com autorização de alguém? Não sabemos qual Órgão deveria ter tomado providencias mas o pior é que continuam fechadas até hoje.
3- Orla incompleta. Chamar de Portal da Amazônia ou Orla da cidade, o que na verdade trata da Macro drenagem da bacia da Estrada Nova, talvez nos tenha levado a um engano. De fato uma pergunta nos fazemos: porque o tão falado projeto da Orla ignorou o trecho que vai da Igreja do Carmo até a Tamandaré? A parte mais antiga e histórica da cidade ficou de fora e não entendemos a razão. A Orla deveria começar em Icoaracy e acabar depois da UFPa, não obrigatoriamente como o trecho em construção, mas ao menos bem tratada. E o Beco do Carmo continua completamente ignorado como se fosse um belo exemplo de orla.
4- Porto do Sal. Este mercado está abandonado há anos. Outro patrimônio da Cidade Velha e de Belém ao qual ninguém dá atenção. Impossível freqüenta-lo a causa da delinqüência. Não seria o caso de recuperá-lo, sanear-lo quanto a violência e, realmente, destinar-lo ao comércio local, voltado prioritariamente as necessidades das comunidades das ilhas, dos moradores e usuários do bairro?
5- “Pichação” do patrimônio histórico e de casas particulares. A falta de vigilância leva também a isso. As casas restauradas são imediatamente revisitadas por esses artistas. Os danos não são somente dos proprietários, mas de toda a cidade que vê seu visual agredido, aumentando assim a impressão de total abandono. O trabalho desenvolvido pelo programa Monumenta é destruido iomediatamente. Uma vigilância ostensiva das ruas evitaria isso e muito mais.
6- Estacionamento irregular de carros nas calçadas e praças. São bem-vindas atividades que tragam vida à Cidade Velha. Porém, o órgão responsável pela liberação do “habite-se de uso” a esses estabelecimentos deveria ser mais rigoroso na questão de “áreas de estacionamento”, uma vez que pela particularidade de ruas antigas e estreitas, o bairro não oferece condições de estacionamento nas vias públicas além das vagas já utilizadas pelos moradores. A partir da instalação da Assembléia Legislativa e do Palácio da Justiça com seus anexos, sem áreas privativas para estacionamento de todos os funcionários o caos se instalou na área... E o cidadão se vê obrigado a andar se esgueirando pelo meio da rua, entre um carro e outro pois as calçadas estão ocupadas. O bem comum não prevalece sobre o individual? Onde anda a CTBel que não toma providências?
7- Flanelinhas. Outra situação que incomoda, também foi gerada pela proliferação das casas noturnas. A presença de flanelinhas, que antes só apareciam no bairro em ocasiões festivas, como casamentos nas Igrejas da Sé e do Carmo, agora é permanente. Além de serem de menor idade, a maior parte deles, infestam as ruas das proximidades desses estabelecimentos, e, na maioria das vezes, destratam os próprios moradores que têm direito de estacionar seus carros sem nenhum ônus a título de pagamento ou extorsão, como queiram chamar. Os moradores da Felix Rocque, por exemplo, ficam impossibilitados de entrar e sair de casa, sem que ninguém faça absolutamente nada. A CTBel onde está? E o Juizado de Menores?
8- Calçadas. Como em outras ruas da cidade, as calçadas da parte histórica da Cidade Velha, estão em péssimas condições. Não somente porque estão destruídas, mas também por falta de nivelamento. O estacionamento de carros, caminhões e carretas ajudam a piorar a situação. Impossível usa-las.
Disso nasce outra questão: Porque alguns podem colocar bastões nas calçadas para evitar estacionamento de carros e outros não podem? Pelo contrário, vêem seus bastões serem retirados? Visto o abuso desses nossos motoristas, não seria o caso de por esses bastões em todas as calçadas e praças, com o único intuito de defendê-las de depredações?
Os pedestres sofrem também com o uso das calçadas por cadeiras e mesas de bares. Se nos deslocarmos para a parte da Cidade Velha que não faz parte do Centro Histórico, a situação é muito pior pois a maior parte das ruas e calçadas (quando existem) ficam totalmente ocupadas.
9- Coleta de lixo. Os sacos de lixo, qualquer que seja o horário que forem colocados na rua, tornam-se objeto de visitação por mendigos, indigentes, cães e gatos. Após tais visitas, os resíduos ficam espalhados pelas calçadas até o momento que o caminhão passa para coleta-los. Tal coleta, porém, cuida somente dos sacos íntegros, a imundície fica no local, provocando riscos aos pedestres além de odores impossíveis. Quem ousou colocar uma lixeira de fronte à própria casa, viu-se obrigado a retira-la. Por que? Era anti-estético? Além do mais, existem zonas que, por falta de controle, tornaram-se depósitos de lixo a céu aberto. O esquina da Tv. D. Bosco com a Dr. Assis e defronte da Igreja do Carmo, são dois, dos vários exemplos que podemos fornecer.
10- Poluição acústica. Não podemos ignorar o barulho provocado por bares e locais noturnos com musica tocando em volume altíssimo até de madrugada. De tão forte, até as casas tremem. Quem deu o habite-se verificou se esses ambientes possuíam isolamento acústico para não incomodar os moradores, como garante a lei? Os bares são isentos do respeito dessas leis?
Usar a buzina para chamar os filhos na porta das escolas, é outro absurdo. Pura questão de educação, sabemos disso. Campanhas educativas poderiam ser providenciadas e fiscais nas ruas também.
11- Iluminação inadequada. A delinqüência crescente aproveita da pouca ou má iluminação das ruas para "trabalhar". De fato nem todas as ruas tem iluminação adequada, facilitando assim os mal intencionados. Quem anda a pé que o diga. Seria oportuno o uso de lâmpadas amarelas.
12- Esgotos a céu aberto. Os problemas da Cidade Velha não dizem respeito apenas ao poder público, alguns são causados pela falta de educação e consciência dos próprios moradores ou usuários do bairro. De fato, alguns comerciantes se dão ao luxo de descarregar, diretamente na sarjeta, suas águas servidas. Também não é difícil ver pessoas lavando motores nas calçadas de ruas e praças. Valas cheias e bueiros entupidos – cujas tampas foram roubadas - estão na ordem do dia... e ninguém toma providências e os anos vão passando.
13- Canal da Tamandaré. Penosa situação: se chove, enche; se a maré está alta, transborda; se tem lua cheia, alaga até as casas. No caso esses três fatos coincidam, tem que usar botes para sair de casa.... e isso não é de agora.
14- Prostituição infanto-juvenil. Não é difícil para quem freqüenta o bairro ter idéia desse problema. Não entraremos em detalhe nesta ocasião, mas aconselhamos quem terá o dever de cuidar disso de parar nos postos de gasolina, a noite.
15 – Asfalto. É comum ver o leito da estrada superar a altura das calçadas na parte historica do bairro. Na maior parte dos casos, os proprietários das casas resolveram aumentar a altura da própria calçada para evitar a entrada da água que escorria do leito da estrada. Resultado, as pedras de liós foram cobertas por cimento.
Na parte da Cidade Velha que não faz parte do Centro Histórico, a situação é muito pior. Várias são as ruas que nunca viram a cor do asfalto. As pontes, ainda de madeira, volta e meia estão quebradas, piorando a situação.
16 - Posto de saúde. Nota-se que uma cidade é moderna e eficiente quando funcionam bem seus serviços essenciais: a saúde é um deles. Não se pode falar de saúde, porém, sem falar de esgoto, água corrente com qualidade, drenagem, coleta de lixo e assistência médica que é um serviço que não existe na Cidade Velha. O mais próximo está no Jurunas e além de oferecer um serviço escasso aos moradores do próprio bairro, é também utilizado pelos ribeirinhos das ilhas vizinhas, aumentando a demanda. Se a Cidade Velha tivesse ao menos um, serviria também a quem chega das ilhas pelos portos desta zona.
17 - Falta de água. O bairro mais antigo da capital, até hoje sofre de falta d’agua em todo o seu território sem nenhum aviso. O consumo de água, quando esta volta às torneiras, aumenta, pois boa parte dela, por ser marrom, torna-se inutilizável, aumentando a despesa das famílias.
18- PRAÇA DO CARMO – o abandono.
Quem mora na Praça do Carmo e nos arredores o que vê?
1- Durante eventos: para iniciar, uma procissão matinal de vendedores ambulantes com isopor, carrinhos, barracas, mesas, cadeiras, etc., que instalam seus meios de trabalho em todo canto: calçada, grama e rua.... sem nenhuma fiscalização ou organização. Espaço para os pedestres-foliões, quase nenhuma. Fios elétricos são ”instalados” diretamente dos postes nas barraquinhas. Vans, camionetes e táxis trazem reforço. Eletrodomésticos, com os fios desencapados, desfilam um atrás do outro em direção das barraquinhas onde foram feitas as ”instalações elétricas”. O perigo de curto circuito é evidente. Fiscais? Nenhum.
Os automóveis dos moradores ficam bloqueados a causa da quantidade de ambulantes. Os ônibus que trazem os blocos estacionam na Dr. Assis, atrapalhando o já difícil transito dessa rua. A CTBel? Virtual.
Os banheiros instalados parecem “virtuais” também: as mangueiras, os muros e as portas das casas continuam a ser usadas para as necessidades físicas dos presentes: questão de educação, sabemos. Enquanto isso, crianças trabalham, no mínimo, recolhendo latinhas.
Quando a festa acaba, o lixo – uma quantidade enorme – fica ali por vários dias a espera da boa vontade de quem tem obrigação de retirá-lo.
2- Casamentos na Igreja do Carmo. Aumenta o movimento de automóveis pelas estradas. O enorme estacionamento do Colégio do Carmo não é usado em tais ocasiões, assim, os convidados, além de ocupar as ruas e calçadas ao redor da igreja, invadem o leito da Praça, depredando este patrimônio também.
3- Futebol, skate, etc. A falta de áreas de lazer/esporte levam os moradores da baixada do Carmo a usar a praça como uma continuação da própria casa: praticamente um quintal particular. Organizam torneios de futebol e fazem seus treinos a qualquer hora do dia ou da noite. As boladas param nos automóveis estacionados, nas portas e paredes das casas, causando danos. Perigoso sair de casa nessas ocasiões pois o risco de ser abatido por uma bolada é permanente.
Quem pratica skate usa também a praça para seus treinos. Se fosse só isso, nenhum problema, se não usassem os bancos e a escada para tais treinos. Resultado, a depredação desse patrimônio também fica evidente depois que se vão. Em ambas ocasiões é impossível usar a praça para os fins que a fizeram ser construída. Vigilância, nenhuma. A Polícia, quando passa, ainda para para apreciar.
3- Iluminação. É comum ver assaltos durante a noite, assim como é comum ver ali mesmo a divisão dos roubos entre os comparsas. A luz dos postes, porém, torna tudo mais claro, resultado: as lâmpadas são ”queimadas”. Repô-las, ninguém se lembra, nem quando são chamados.
4- Mangueiras. Plantadas em 1900, deveriam ser motivo de um pouco mais de atenção da parte do órgão competente. As ervas de passarinho estão acabando com elas. Desde o século passado não vêem uma poda ou qualquer outro cuidado.
5- Chuva. A praça vira uma grande piscina depois de uma chuva pois a água não consegue escoar para lugar nenhum. Isso, praticamente desde sempre.
19 - RUA DR. ASSIS
Esta rua tem mais problemas do que as outras.
- o trafego de ônibus e carretas é enorme. As trepidações que provocam nas casas é um fato que ninguém se preocupa. Urge um re-ordenamento das linhas e empresas de modo que o transporte seja um beneficio, além de um serviço aos cidadãos.
– as paradas de ônibus são também “pontos de assalto”. Perigo permanente para quem chega de barco e espera o onibus nas paradas da Felix Rocque e da Gurupá e quem sai das faculdades instaladas no Colégio do Carmo e usa a parada do canto com a D. Bosco.
- Pichação e roubo de azulejos das casas antigas é outro fato continuo.
- Poluição sonora. A música altíssima dos locais situados nas ruas paralelas impede e atrapalha o sono dos moradores, além de provocar até trepidação nas casas, mesmo se distantes. Quem controla isso onde está?
20 – Patrimônio histórico.
A Cidade Velha, que poderia ser um ponto de atração turística, vê seu patrimônio histórico abandonado. Até hoje o Palacete Pinho continua interditado ao publico e inacabado. O Instituto Histórico encontra-se em situação penosa. Na Praça do Arsenal um quarteirão inteiro, com dois casarões antigos, esperam uma chuva mais forte para desabar. Varias outras casas espalhadas pelas ruas da parte histórica, aguardam uma ventania violenta para ir ao chão e depois transformar-se quem sabe, em estacionamento. Como reclamar dos privados se os imóveis públicos estão em situação idêntica?
21 - Espigões
Atualmente, nesta Capital, observa-se um elevado crescimento vertical dirigindo-se para as margens da Baía do Guajará. Verdadeiros “arranha-céus” ou imensas “torres de babel” estão sendo construídos sem muito critério ou planejamento no tocante ao meio ambiente em que se vive. O surgimento dessas construções tende a criar uma parede ou barreira a servir de obstáculo à ventilação, além de aumentar o transito em determinadas áreas. A Cidade Velha corre sérios perigos nesse sentido se liberarem o gabarito.
22- Turismo
Por todos esses motivos, além da Feliz Luzitania não convém levar ninguém, a pé, para passear no bairro. Nos envergonhamos só em pensar que durante o Fórum Social Mundial alguém tenha a idéia de levar um turista a pé até o Mangal das Garças. Até mulher nua poderá encontrar pela estrada.
23 – PDM.
O ambiente urbano, sobretudo em relação a crianças, adolescentes e anciães, é portador de novos problemas que se manifestam desde o processo de “metropolização” de Belém até o crescente consumo de energia. Esses problemas se traduzem em novas formas e novos conteúdos de planejamento e de governo do território que nem sempre são levados em consideração. As principais preocupações das pessoas devem sair dos bairros, das associações, das escolas e chegar a quem as deve resolver. É de forma coletiva que se descobrem problemas e soluções adequadas.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Dado o recado...

Em presença de 35 moradores da Cidade Velha, realizou-se ontem a prevista reunião sobre Financiamento para recuperação de imóveis privados. Participaram, também, alguns alunos da nossa Oficina Escola de Escritores para contatar os residentes do bairro afim de coletar informações sobre o passado da Cidade Velha.
Durante duas horas o Dr. Valinoto, técnico da UEP, deu explicações e respondeu as perguntas feitas esclarecendo todos os pontos colocados em discussão.
Um suspiro de alivio, para os interessados, descobrir que não precisa hipotecar a casa.
Agora, mãos as obras...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Financiamento para recuperação de imoveis

Conheça as condições que o programa Monumenta oferece para recuperar os imóveis privados da Cidade Velha e arredores. As precárias condições dessas construções comprometem a qualidade de vida das pessoas que nelas habitam.
Para transformar essa realidade, o Ministerio da Cultura e o IPHAN, por meio do Programa Monumenta, disponibilizam uma linha de financiamento para recuperação desses imoveis.
Precisamos aumentar a consciencia da população acerca da importancia desse nosso patrimonio e estimular a utilização economica, cultural e social do nosso bairro.
Sobre isso falaremos na nossa próxima reunião marcada para o dia 6/8.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Primeiros contatos

Sábado passado encontramos os "calouros" da Escola de Escritores. Durante tres horas, o Prof. Coimbra os manteve ali, sérios e atenciosos.
Este sábado, novamente nos encontraremos na Casa da Linguagem para prosseguir esta fase de... conhecimento. Serão estruturados os tres grupos em que foi dividida a turma.
Esperamos todos lá, pontualmente.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

ESCOLA DE ESCRITORES - OFICINA: OS APROVADOS

SELEÇÃO DE ALUNOS: OS APROVADOS

Setenta e oito candidatos inscritos compareceram à seleção daqueles que ocuparão as vagas da oficina. Destes, 2 desistiram durante a seleção e 22 produziram textos inadequados para a oficina por conterem um elevado número de lapsos de linguagem cujo tratamento deve ser procurado em outras atividades da Casa da Linguagem.
Outros dezessete candidatos poderiam ser aceitos na oficina, se ela dispusesse de maior estrutura, de forma a poder oferecer a eles o acompanhamento individual de que necessitam para expurgar seus textos de pequenos desacertos.
Desta forma, foram aprovados 37 candidatos – sete a mais do número de vagas inicialmente estabelecido – numa demonstração do desejo da coordenação da oficina de atender o mais amplamente possível às solicitações de vagas.
A todos os inscritos, nós agradecemos o interesse manifestado por nossa iniciativa de criar um espaço de reunião de pessoas que gostam de escrever, independentemente de suas idades, ou graus de escolaridade. Esperamos que todos possam encontrar respostas a seus anseios nos cursos oferecidos pelas diversas instituições ligadas à cultura, em Belém.

São os seguintes os inscritos que foram aprovados e, assim, ingressaram na Escola de Escritores – Oficina:

ALFREDO GARCIA NETO
ANA CAROLINA BEZERRA
ANNA LUIZA CRAVINHOS MESQUITA DE OLIVEIRA
APOLO MONTEIRO BARROS
BÁRBARA MORAES DE CARVALHO
CAMILA DA FONSECA ARANHA
DANIELA CORDOVIL CORREA DOS SANTOS
DIEGO GESSUALDO SABÁDO DE SOUZA
ENDERSON GERALDO DE SOUZA OLIVEIRA
ESRON LIMA JÚNIOR
FABRÍCIO DE MIRANDA FERREIRA
FABRIZIO GEAN GUEDES
FLORA CRISTINE DA COSTA
HELLEN KATIUSCIA DE SÁ
HUGO NASCIMENTO
IVANILCE SANTOS DA SILVA
JACIRA MAGALHÃES PESSOA
JOSÉ MARIA AZEVEDO COSTA
KELVIN SANTOS DE SOUZA
LAÍSE OLIVEIRA LOBATO
LEILA RAMOS VIEIRA
LUCIVAL JOSÉ PINHEIRO DA COSTA
MARCELLI DE CÁSSIA MONTEIRO SANTA BRÍGIDA
MONIQUE MALCHER DE CARVALHO
PAULA SILVA JESUS DE FIGUEIREDO
RAFAELA GENTIL COIMBRA DE OLIVEIRA
RAMON NEVES VIEIRA GOMES
REINALDO SILVA SANTANA
RUTH FARIAS DA LUZ
SALIM JORGE ALMEIDA SANTOS
SILVANA DE FÁTIMA COELHO MERABET
SÍLVIO PEDRO GOTTARDO
SUELEN LIMA DOS SANTOS
TARCISIO CARDOSO MORAES
VERA LÚCIA SANTOS DOS SANTOS
WILLIAM CRISTHOFILE DA SILVA PEREIRA
WALTER LUIZ JARDIM RODRIGUES

OS APROVADOS SE REUNIRÃO COM A COORDENAÇÃO DA OFICINA NO PRÓXIMO SÁBADO, ÀS 9 HORAS, NA CASA DA LINGUAGEM. TODOS TERÃO DE COMPARECER À REUNIÃO

domingo, 22 de junho de 2008

SUCESSO

Podemos considerar um sucesso a iniciativa relativa a Escola de Escritores. O pouco tempo que tivemos para prepará-la e para fazer publicidade resultou em mais de 130 inscritos para o teste de seleção.
A idade dos interessados em participar varia de 11 a 77 anos. Não somente estudantes, mas médicos, advogados, faxineiros, donas de casa, sapateiros, aposentados, e por ai vai.
A seleção aconteceu sábado 21/6 como previsto.
A pedidos dos distraidos, uma segunda chamada, acontecerá terça feira, as 14 horas, na Casa da Linguagem.
O resultado sairá dia 27/7.

domingo, 15 de junho de 2008

FESTA NA PRAÇA

Hoje, domingo 15/06, fizemos a nossa festa junina na Praça do Carmo. Sem alarde, em familia.
As crianças do Beco do Carmo daçaram o carimbó e a quadrilha, e fizeram sucesso.
As brincadeiras que tentamos resgatar: pau de sebo, corrida de saco, quebra pote, como sempre, foram concorridissimas.
Foi feita distribuição de mingau, caramelos, foguetinhos às crianças que se apresentaram.
Depois os sócios se acomodaram e comeram também os quitutes da época junina.

Nós, na TROPPO

Sobre a Escola de Escritores promovida por nós e a UFPA, a noticia do dia 15/06/08, diz:

1 filho, uma árvore...
Pra quem sonha em escrever um livro, vem aí a oficina Escola de Escritores, lance da UFPa com a Associação Cidade Velha Viva. As inscrições começam amanhã, na Casa da Linguagem, e os selecionados vão botar a mão na massa a partir de agosto.
...E, agora, o livro
Quem vem dar a oficina é o escritor e jornalista da USP, Oswaldo Coimbra, que vai orientar na elaboração de narrativas e ensaios sobre um dos bairros mais fascinantes de Belém – a Cidade Velha. Os cinco melhores alunos ganham bolsas de estudo. A Casa da Linguagem fica na Nazaré com a Assis de Vasconcelos.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

PARA RESGATAR A MEMÓRIA ....

Se você escreve bem, torne-se, agora, um escritor


Inscreva-se na Escola de Escritores – Oficina promovida pelo Grupo de Memória e Interdisciplinaridade da Faculdade de Engenharia Civil, da UFPa, e pelo Laboratório de Democracia Urbana, da Associação Cidade Velha-Cidade Viva (CiVViva).

A oficina será regida pelo escritor e jornalista Oswaldo Coimbra, pós-doutorado na USP em criação de narrativas.

Período de inscrição: 16 a 20 de junho.
Seleção dos candidatos: 21 de junho, 9 horas.
Local: Casa da Linguagem (Avenida Nazaré esquina com a Assis de Vasconcelos, em frente ao Edifício Manoel Pinto da Silva).

Inicio/fim: mês de agosto até dezembro de 2008.
Horário: todo sábado a partir das 9,00 horas.

Participe da elaboração de dois livros com narrativas e ensaios sobre o mais fascinante bairro de Belém – a Cidade Velha – e sobre os cursos de Arquitetura e de Engenharias da UFPa

Os cinco melhores alunos receberão bolsas de estudo no valor de trezentos reais mensais, nos últimos três meses da oficina.

Apoios: Instituto de Tecnologia da UFPa, IPHAN, Fundação Curro Velho e Cooperazione Internazionale Sud-Sud – CISS (Cooperação Italiana).

quinta-feira, 29 de maio de 2008

ESCOLA DE ESCRITORES

Manancial riquíssimo de temas narrativas e dissertações acadêmicas, a Cidade Velha, agora, passará a ter a sua própria Escola de Escritores, cuja criação é uma iniciativa do Laboratório de Democracia Urbana, da Associação Cidade Velha-Cidade Viva (CiVViva), e, do Grupo de Memória e Interdisciplinaridade, da Faculdade de Engenharia Civil, da UFPa.
A Escola de Escritores funcionará como uma oficina de produção de textos de pesquisas sobre a Cidade Velha, e, pretende apoiar e orientar moradores e alunos do bairro, assim como estudantes de Jornalismo, Arquitetura, História e de outras áreas do ensino universitário que demonstrem vocação para a criação de narrativa não ficcional ou de ensaios, e, estejam interessados em trabalhar com temas ligados àquela área da cidade.
O oficina será ministrada pelo jornalista e escritor Oswaldo Coimbra, pós-doutor pela USP em narrativas criadas com pesquisas históricas, no campo do Jornalismo.
Funcionará aos sábados pela manhã, ao longo dos meses de agosto, setembro e outubro. A freqüência será obrigatória. Duas faltas sem adequada justificativa, eliminará o aluno.
A pré-inscrição acontecerá através de formulários que serão publicados brevemente.
Os interessados serão submetidos a um processo de seleção no dia 21 de junho, as 9 horas, na Casa da Linguagem, na Av. Nazaré. Haverá a cobrança de uma taxa de inscrição dos alunos selecionados.
MAIORES INFORMAÇÕES PEDIR A: civviva@gmail.com

quarta-feira, 28 de maio de 2008

REUNIÃO COM P.M.

Dia 27 de maio, as 14 horas, sócios da CiVViva, encontraram o Ten. Cel. Hilton Benigno, comandante do 2º. Batalhão da PM, para falar sobre a delinqüência/violência na Cidade Velha.
O encontro foi muito profícuo para ambas as partes. Outra reunião acontecerá dentro de uns quinze dias. Para breve as providências.
No dia seguinte, uma amarga surpresa. Carros da família de sócios da CiVViva, presentes a reunião, estacionados na Praça do Carmo, amanheceram arrombados. Muita coincidência, pensamos, pois há já alguns meses isso não acontecia.
Que seja um aviso????

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Pra quem quer ser escritor...

Amigos,
a CiVViva, através do seu Laboratório de Democracia Urbana, está organizando, juntamente com o Grupo de Memória e Interdisciplinaridade da UFPa, uma oficina de produção de textos sobre a Cidade Velha.
Terá inicio em agosto, todo sábado a partir das 9,00 horas. A pre seleção dos candidatos será no fim de junho.
Para maiores informações: civviva@gmail.com

quarta-feira, 14 de maio de 2008

CONVITE DA OAB

Como resposta da nossa carta pedindo providencias relativamente ao aumento da criminalidade e da violência na Cidade Velha, recebemos da Dra. Angela Sales, presidente da OAB nota onde:

"Informo que oficiei a ilustre Governadora do Estado para solicitar a adoção das providencias urgentes, bem como ratificando os pleitos formulados por V.Sa.
"Aproveito a oportunidade para convidar V.Sas. para integrar a coordenação da campanha "Brasil contra a Violência e pela Cultura da Paz" lançada nacionalmente pela OAB, em conjunto com a CNBB e a Associação dos Juizes Federais - AJUFE, tendo sido designado o dia 18 de maio, às 10 horas, na Praça da República, para realização de ato público de lançamento."

Agradecemos o convite.

Pedido de Desculpas

A CiVViva, no uso de suas atribuições legais e diante dos esclarecimentos prestados no programa Balanço Geral, vem a publico pedir desculpas ao proprietário da área situada na Veiga Cabral/Bom Jardim pelo equivoco ocorrido relativo a possível construção e informar que essa nota foi baseada em informações prestadas por Célio do Hangsburg. e pelo Sr. Dudu Kawage que até nos trouxe as fotografias da área, ambos moradores deste bairro.
Nos retratamos, portanto, publicamente e agradecemos o espaço que nos foi dado por Valdo Souza.

Luzivaldo Lima
Secretário

domingo, 27 de abril de 2008

A CARTA QUE MANDAMOS

Exma. Sra.
Ana Julia Carepa
D.D. Governadora do Estado do Pará

Exmo. Sr.
Dulciomar Costa
D.D. Prefeito de Belém

Exmo. Dr.
Geraldo de Mendonça Rocha
D.D. Procurador Geral do
Ministério Publico do Estado do Pará

Exmo. Sr.
Luis carlos Ruffeil
M.D. Com.te geral da Policia Militar do Estado

Exma. Sra.
Ângela Sales
M.D. Presidente da
Ordem dos Advogados do Brasil
Seção Pará

Exma. Sra,
Ellen Margareth da Rocha
M.D. Com.te da Guarda Municipal de Belém

Prezados/as Senhores/as

Com a presente, moradores, comerciantes, estudantes, religiosos e demais usuários do bairro da Cidade Velha, vem muito gentilmente solicitar a. atenção de Vs. Sas, relativamente ao aumento da violência no bairro mais antigo da cidade de Belém.

Devemos dizer, inicialmente, que após a criação das duas policias especiais - Rotam e Rocam - com a finalidade de reforçar o combate ao crime organizado, aumentou o patrulhamento motorizado diurno, do bairro. De fato, cada duas três horas, automóveis com policiais passam por algumas ruas da Cidade Velha.

Isso, infelizmente, porém, não levou a redução da delinqüência (entendendo por “delinqüir” toda infração às leis, falta, crime ou delito, com ou sem arma) o que se está verificando na verdade é uma redução das denuncias. Desiludidos, depois de vários assaltos sem ver solução, a maior parte dos cidadãos de bem, não procura mais as delegacias para “dar parte”, o que leva a falsear as estatísticas.

Além do mais, temos a impressão que o crescimento populacional nos últimos anos não teve adequada correspondência no aumento do numero de policiais e guardas destinados à nossa segurança. Neste caso pensamos que não somente os cidadãos, mas os policiais também devem ter seus direitos garantidos, tais como salários compatíveis com o perigo no enfrentamento dos delinqüentes, compreensão por parte das autoridades ou Comissões ligadas aos Direitos Humanos, no que tange a real situação de vida destes policias, a lhes garantir, dentro da legalidade, respeito e autoridade de agentes protetores da sociedade.

Assim sendo, preocupados por tanta insegurança, anexo a esta, enviamos cerca de 3.000 (três mil) assinaturas recolhidas de casa em casa, de loja em loja, nos colégios e bares da parte histórica da Cidade Velha. Todos, sem exceção, tinham um ou mais casos para contar; todos pedem ajuda; todos querem segurança; todos gostariam que, o bairro que deu origem a nossa cidade, tivesse a atenção que merece.

Das 18 horas até as 7,30 da manhã é impossível, não somente aguardar a chegada dos ônibus nas paradas, mas também andar por qualquer rua do bairro. Nesse horário se multiplicam os assaltos. A partir do meio dia de sábado, com o fechamento das lojas comerciais e a diminuição do trafego de ônibus, caminhões, etc., as ruas ficam a mercê de quem entende delinqüir. O medo de sair de casa, para os outros, é um fato concreto. O aparente sossego presente nas ruas vem a demonstrar o receio do morador de sair de sua residência por pavor do que possa acontecer. É justo viver nessas condições?

Somos conscientes que a violência não acontece somente na Cidade Velha. Aqui, como em outros bairros, as necessidades são iguais. Em vez de diminuir, alias, aumenta o clamor por uma maior atenção no campo da segurança pública, em toda a cidade.

Gostaríamos que as Vossas atenções se dirigissem, portanto, para o que os cidadãos pedem. No nosso caso, durante a coleta de assinaturas, duas sugestões foram dadas: a volta do PM Box para a Praça do Carmo e guardas ou policiais pelas ruas, 24 horas por dia. Somos três mil cidadãos a pedir isso, e pensamos ter todo direito.

Certos de podermos contar com a compreensão e providência de V.Excia., agradecemos,

Cordialmente.

Assinado por:
Pe. José Gonçalo Vieira (Cura da Sé)
Pe. Genaro Tesauro (Diretor Colégio do Carmo)
Dulce Rosa Rocque (Pres. CiVViva)
Flavio Nassar (Fórum Landi)

sábado, 26 de abril de 2008

Bairro perigoso...

Repórter 70 – edição 26/04/2008

“As polícias Militar e Civil fizeram uma espécie de ocupação nos bairros da Cidade Velha e do Umarizal, considerados os dois mais perigosos do centro. A ação terminará no final de maio.”


A nossa coleta de assinaturas denunciando o aumento da violência na Cidade Velha serviu para algo.
Vamos esperar o fim do mês de maio para comentar os resultados. Por enquanto agradecemos e desejamos bom e eficiente trabalho aos policiais que “ocupam” nosso bairro.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Do Blog do Barata

(IN)SEGURANÇA – Dois assaltos na frente da casa do pai da governadora
Como a iluminação pública é precária na rua Apinagés, na altura onde mora o engenheiro Arthur Carepa, já foram registrados dois assaltos na porta da casa do pai da governadora. Se nem o doutor Arthur Carepa está a salvo da insegurança pública, o que dirá nós, pobres mortais!

terça-feira, 11 de março de 2008

RECOMEÇA O TAI-CHI-CHUAN NA PRAÇA

Amigos,

na proxima segunda-feira, 17/03, a partir das 06 horas da manhã, terá inicio uma nova oficina de Tai-chi-chuan na Praça do Carmo. Fernando Rabelo será o instrutor.
Inscrições no local.

quinta-feira, 6 de março de 2008

ABAIXO ASSINADO: EXITO

A COLETA DE ASSINATURAS CONTRA A VIOLÊNCIA NA CIDADE VELHA, NO SABADO (01/03/2008), RESULTOU EM 1.500 ADEPTOS.
AGORA, COM AS OUTRAS RECOLHIDAS EM COLÉGIOS E FACULDADES DA NOSSA ÁREA DO CENTRO HISTÓRICO, JÁ TEMOS 2.000.

JA É UM BOM INICIO.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

É DO NOSSO INTERESSE

A CiVViva, juntamente com a Catedral, Colégio do Carmo, Forum Landi e moradores do Beco do Carmo saem as ruas no próximo sabado (01/03) para iniciar a coleta de assinaturas a serem entregues a quem cuida da nossa segurança.

Todos os cidadãos podem assinar.
---------------------------------

O aumento da insegurança no nosso bairro nos obriga a sair à procura de todos os moradores para, irmanados, tentarmos uma ação com vistas a barrar tal situação.

- Não se trata de uma simples onda de violência que se abateu sobre a Cidade Velha, mas de um verdadeiro tsunami. Para evitar que aumente ainda mais, é necessário cobrar do Governo medidas realmente eficazes no combate ao aumento da violência.

- A insegurança social, fruto em parte de uma sociedade imatura e despreparada, acabou se alastrando como rastilho de pólvora e se encontra hoje instalada em cada rua, em cada esquina, em cada praça.
Precisamos fazer algo.

- Lamentavelmente, sabemos que a violência começa por gestos inocentes e depois evolui para manifestações cada vez piores de barbárie. Na raiz disso, sempre estão a impunidade e a permissividade.

- Todos reconhecemos a responsabilidade do Estado para com a segurança de seus cidadãos, porém, a ausência de políticas de repressão à criminalidade que dêem resultados evidentes, contribui para aumentar a sensação de injustiça e impunidade.
Todos sentimos isso na própria pele.

- As soluções para a questão da violência urbana existem. A grande pergunta é: existe vontade política para fazê-lo? Outra pergunta que ainda podemos fazer: nós somos suficientemente maduros para pretender um compromisso sério com a segurança pública por parte de quem nos governa?

Este abaixo assinado quer ser um passo nessa direção.

Precisamos demonstrar nossa insatisfação e pedir providências concretas.


Moradores da Cidade Velha:
A omissão nunca foi uma boa conselheira.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA ORDINARIA

CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL ORDINARIA



Pelo presente edital de convocação, eu, Presidente da CiVViva, no uso das atribuições conferidas pelo art. 12 do Estatuto, convoco os sócios para reunirem-se no dia 4 DE MARÇO DE 2008, às 19 horas, na sede do Forum Landi, na Praça do Carmo, canto com a Trav. D. Bosco, onde será realizada a Assembléia Geral Ordinária dos sócios da Associação.

Da pauta consta:
- relatório atividade da Diretoria Executiva;
- prestação de contas;
- orçamento geral;
- eleição membros Diretoria Executiva;
- o que ocorrer.

Belém, 18 de fevereiro de 2008


Atenciosamente


Dulce Rosa de Bacelar Rocque
Presidente

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

CARTA ABERTA À GOVERNADORA

Exma. Sra.
M.D.Governadora do Estado do Pará
Dra. Ana Julia Carepa

Com notas de janeiro e julho do ano passado, esta Associação de Moradores e Amigos da Cidade Velha (CiVViva), escreveu pedindo providencias relativamente à segurança pública neste bairro. As respostas recebidas falavam da criação de duas novas policias especiais que, realmente, vimos pelas ruas.

Acontece que, um grupo de delinqüentes continua tirando a paz e o sossego dos moradores e freqüentadores da Igreja, do Colégio, da Praça do Carmo e dos arredores. Os assaltos acontecem todos os dias e noites. Usam facas e revolver para tal fim, de fronte a quem estiver por perto e depois correm para o chamado Beco do Carmo, que tornou-se um covil. Não se contentam, inclusive de usar a praça como campo de futebol, impedindo o uso dela por famílias com crianças, provocando danos aos carros estacionados e a outros bens de residentes e negociantes.

A situação está insustentável e calar nos tornaria coniventes com quem comete tais atos. A insegurança aumentou em todo o bairro tanto que levou a diminuir o numero de freqüentadores das missas e a deixar amedrontados, vista tanta audácia, até quem convive com eles porta a porta.

Sabemos que não está nos seus planos colocar PMBox em nenhum lugar, mas constatamos que o método usado - Rocam e Rotam- não está surtindo muito efeito, ao menos por aqui. Visto que toda regra tem exceção: a Praça do Carmo não merece uma dessas? Uma outra sugestão pode até ser o retiro de todas aquelas palafitas sem algum saneamento que fecham a Tr. D. Bosco. Desse modo, além de resolver o problema reabriria, inclusive, uma rua fechada abusivamente anos atrás que esconde mais uma vista para o rio

Desculpe a insistência, porém, antes que apareça um morto, por favor, tome providências que dêem melhor resultado ao menos na Cidade Velha. Estamos todos muito preocupados e não sabemos o que fazer, além de pedir sua atenção..

Atenciosamente

Dulce Rosa de Bacelar Rocque
Presidente CiVViva

A qualidade de uma cidade depende da qualidade de seus cidadãos ( S. Tomas)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

2008 - ANIVERSÁRIO CIVVIVA


Na noite do aniversário da CiVViva, os sócios mais assíduos se encontraram na Praça do Carmo para festejar o primeiro ano de vida oficial da Associação.
Os comes e bebes, oferecidos por sócios e amigos (por ex. Dudu Kawage e Guaraná Soberano), foram apreciados por todos.
Aqui fica o nosso agradecimento a todos os que ajudaram e apoiaram as nossas atividades nesse primeiro ano de vida.
Valeu!

LABORATÓRIO DE DEMOCRACIA URBANA



No dia 11 de janeiro de 2008, por ocasião da comemoração do primeiro aniversário da CiVViva, constituimos o Laboratório de Democracia Urbana "Cidade Velha-Cidade Viva".
No Auditório João Batista da Assembléia Legislativa, em presença de cerca 100 convidados, foi realizado um Seminário para discutir e avançar propostas finalizadas à recuperação do ponto de vista civil, urbanistico, social e economico do nosso bairro.
Na foto, algumas das sócias presentes ao evento.

2007 - NATAL NA PRAÇA DO CARMO


A CiVViva também festejou o Natal com as crianças carentes do bairro. Brinquedos de antigamente foram distribuidos. Tratava-se de : petecas, cordas para pular, bambolê, pião, etc.
O Papai Noel divertiu as crianças.

2007 - QUANDO FIZEMOS TAI CHI CHUAN NA PRAÇA


Durou dois meses a nossa "oficina" de Tai-chi-chuan na Praça do Carmo. Com o começo das chuvas fomos obrigados a interromper.
Valeu!
Possivelmente voltaremos no pos proximos meses.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

CRÔNICA DE UM CARNAVAL NA CIDADE VELHA

Do dia 25 ao dia 27 de janeiro, a Praça do Carmo foi palco de um “Puxirum”. A proposta de construção e disseminação de uma lógica cultural de afirmação da nossa identidade, em condições de desvelar às novas gerações a pluralidade sonora, rítmica, cromático-visual, sociocultural e a singularidade dos carnavais de fora de Belém, foi uma boa idéia. Tivemos a oportunidade de conhecer blocos de outros Municípios do Pará e de descobrir como o carnaval é vivido longe da capital.

Na Praça da Sé, em vez, um palco armado defronte da FUMBEL, animava com sua bandinha, todos os domingos, quem estava esperando a passagem dos foliões. Sem nenhum aviso chegavam blocos carnavalescos e se apresentavam no palco divertindo todos. Estes, do modo tradicional: cantavam as velhas marchinhas e estavam fantasiados como bem entendiam, ou seja, cada um dum jeito. Eram blocos formados por associações e por famílias da Cidade Velha e de outros bairros também. Senhoras e senhores, de todas as idades, aproveitavam o intervalo entre um bloco e outro, para cantar e dançar no meio da rua.

A parte o Puxirum, tratou-se, portanto, de um carnaval espontâneo: as pessoas queriam se divertir. Ficou claro essa vontade de brincar “à antiga” (que está cada vez aumentando mais) e que a Cidade Velha é um ponto referencial para todos.

Na Praça do Carmo, porém, algo foi diferente. A partir do dia 30 de dezembro, quando o Kaveira deu o “primeiro” grito de carnaval de 2008 (em 2007), a praça do Carmo viu, também, passar vários blocos carnavalescos. O do Eloi Iglesias, porém, marcou presença fixa todos os domingos, enchendo parte da Praça.

Qual é o outro lado dessa medalha? Quem mora na Praça e nos arredores o que viu nesse período? Para iniciar, uma procissão matinal de vendedores ambulantes com seus “isopor”, carrinhos, barracas, mesas, cadeiras, etc., se dirigirem para a Praça. A medida que passavam os domingos, essa procissão aumentava. Instalavam seus meios de trabalho em todo canto: calçada, grama e rua. Enquanto os outros pensavam em se divertir, estes pensavam em trabalhar: ganhar o seu pão de cada dia... sem nenhuma fiscalização ou organização.

No domingo, ao meio dia os ambulantes já ocupavam os pontos “nobres” da praça. Calçadas para os pedestres-foliões, quase nenhuma. Pouco a pouco, fios elétricos foram ”instalados” diretamente dos postes nas barraquinhas. Vans, camionetes e táxis traziam reforço. Eletrodomésticos, com os fios desencapados, desfilavam um atrás do outro em direção das barraquinhas onde tinham sido feitas as ”instalações elétricas”. A chuva não parava: será que não tinha risco de curto circuito? Fiscais? Ninguém viu.

O mesmo diga-se das ruas: os automóveis estacionados ficavam bloqueados a causa da quantidade de ambulantes. Até a Policia tinha dificuldade de passar. Ao pedir providencias para evitar o fechamento das ruas com filas duplas de carros, tivemos como resposta: “estamos aqui para separar brigas, no caso houverem”... e ficou tudo por isso mesmo.

No domingo 27, o anfiteatro, a causa da chuva, parecia uma piscina, mas isso não impedia aos foliões de continuar a dançar. As valas ao seu redor, transbordavam de água lamacenta. Os banheiros instalados pareciam “virtuais”: as mangueiras, os muros e as portas das casas continuavam a ser usadas para as necessidades físicas dos presentes. Os ônibus que trouxeram os blocos para o Puxirum, estacionaram na Dr. Assis, atrapalhando o já difícil transito dessa rua.

A chuva aumentava e o numero de foliões também. Todos queriam brincar, ou atrapalhar, de qualquer jeito. Nada a ver também com o carnaval, os carros com musica tecno, altíssima, em quase todos os cantos da praça. Alguns casais hetero-sexuais e não, muitos dos quais bem jovens, aproveitavam para exagerar quanto à moralidade (ou imoralidade). Enquanto isso, crianças trabalhavam, recolhendo latinhas.

Reclamações de todo tipo começaram a serem feitas a partir do segundo domingo. Até pedido de um abaixo assinado para proibir o carnaval na Cidade Velha, chegou. Isso a causa dos vários transtornos causados por uma total falta de organização e por muita falta de educação.

Somos da opinião que o carnaval continue na Cidade Velha e que seja incentivado pela administração pública, porém, de uma forma que não traga maiores problemas para o bairro. Os blocos divertem também quem está nas janelas ou portas de suas casas. Devem, portanto, circular pelas ruas e praças, não necessariamente ficarem estacionados em algum lugar. É exatamente este fato que gera problemas porque atrai, além dos foliões – que são bem-vindos -, ambulantes e veículos que não tem onde estacionar e também os mal intencionados, de todos os gêneros.

Choveram muitas propostas: padronizar barracas para os ambulantes; determinar os locais onde devem ser instaladas; exigir a presença somente daqueles regularizados; permitir somente ambulantes da Cidade Velha; fechar a praça impedindo a circulação de veículos; pedir a presença de fiscais da SECOM e CTBEL; etc., etc., etc.

Acreditamos seja oportuno estudar essas propostas, afinal de contas quem vive o bairro o ano inteiro, são os moradores. Depois do carnaval, vai ter a quadra junina, o Círio e quem sabe quantas outras manifestações... provocando os mesmos problemas.

Seria o caso de começar a pensar como evitar que isso se repita.


Dulce Rosa de Bacelar Rocque
Presidente CiVViva

domingo, 20 de janeiro de 2008

Proposta "antiga" mas atual.

O nosso amigo Valdemiro escreveu o artigo abaixo em 1998. Achamos tão atual que aí está para a avaliação de todos.

Transporte urbano : solução ou problema ?

Valdemiro A . M. Gomes

Na Grécia antiga, ser cidadão era, antes de tudo, não pertencer ao mundo dos bárbaros . Era nascer na pólis. Ser cidadão hoje não é mais somente morrer pelo sua cidade, pela pátria, ser patriota. Ser cidadão é mais do que querer bem e ter orgulho de sua cidade, de sua pátria, é o viver ativo, é ser diferente na sua comunidade, é sensibilizar seus semelhantes para a reflexão e o debate, para o movimento de conscientização de direitos , deveres e responsabilidades pelo bem comum. Ser cidadão é ser igual, sem privilégios, é fazer as coisas simples como não jogar papel nas ruas .
Ser cidadão é, mesmo oprimido ou até excluído , acordar, não só para reclamar, mas sim, para participar.
Hoje, como cidadão, trago de público meus parabéns a Dra. Cristina Baddini, presidente da Companhia de Transporte de Belém ( Ctbel), pela ousadia de ousar, de mudar . Trago-lhe também minha preocupação quando vejo-a querendo satisfazer a todos. Gostei e aprovo a doutrina de priorizar e valorizar o transporte público para Belém, solução que a Europa há muito adotou . Nossa cidade não foi concebida por americanos e tão pouco têm os dólares para as soluções de viadutos, elevados, túneis , metrôs, auto-estradas e outras formulações, boas para a terra do tio Sam.
O trânsito de Belém pode ser solução em vez de problema.
Por que não proibir o tráfego de veículos privados no centro comercial e cidade velha, resguardado o acesso a residentes moradores ? Não importa que eu ou minha mulher, para irmos ao banco ou ao Ver-O-Peso, tenhamos que ser iguais à maioria . Muitas e muitas vezes , em terra estrangeira, para entrar no centro da cidade, tive que deixar o carro num estacionamento pago, com tarifa agravada e progressiva em função do tempo estacionado, e pegar o transporte público para me deslocar na área proibida. Por que aqui, em minha terra, eu iria reclamar ? O nosso centro deveria ser interditado ao tráfego e ser servido por um sistema de transporte público, gratuito e de boa qualidade, feito por microônibus elétricos e/ou bondes elétricos.
Em minha visão, o projeto de transporte para Belém deveria ser formado por uma rede interligada e integrada pelos atuais ônibus, novos ônibus articulados de maior capacidade, barcos ligeiros ( tipo overcrafts) e bondes e/ou microônibus elétricos no centro. Os nós de interligamento da rede seriam constituídos por estacionamentos públicos e/ou privados, pagos, e terminais de passageiros . Os estacionamentos, sempre que possíveis no subsolo, seriam localizados nas adjacências da área central proibida ao tráfego, como seja : na praça Kennedy, na praça da Bandeira, na praça Filipe Petroni, nas praças 11 de Julho e Carneiro Rocha e no buraco da Palmeira ( que há muito cobre de vergonha qualquer paraense ) . Os terminais de três tipos : rodoviário, fluvial e misto. Os terminais fluviais, numa primeira fase, seriam instalados em Outeiro, Icoaraci, no Ver-O-Peso e um último, na Universidade. Com o tempo, novos terminais serão reclamados no verdadeiro amanhecer do que chamaremos a Era do rio, tão sonhada, cantada e, mais recentemente, falada . Lembro que na Estação das Docas, galpões 1,2,3 e Mosqueiro-Soure de propriedade da CDP- Companhia de Docas do Pará, que está sendo reformado pelo Governo do Estado, está já previsto um terminal hidroviário de passageiros e como tal sem necessidade de novos investimentos pelo Município .
A solução fluvial propiciaria, além da melhor descoberta de nosso rio, um excelente trampolim para desenvolvimento do turismo de nossas ilhas, uma valorização e desenvolvimento de Icoaraci , a necessária descentralização do centro de Belém, novas alternativas urbanísticas residenciais para o Outeiro e uma drástica redução no trânsito de entrada de Belém ( Almirante Barroso ).
A viabilidade econômica de nossa proposta poderá ser facilmente justificada e comprovada não só pela redução dos investimentos públicos, como pela atração natural que traria à iniciativa privada, para a exploração da nova via fluvial e estacionamentos .
Ao cidadão que mora em Icoaraci e redondezas , além de lhe propiciar viajar vivendo e sentindo seu rio, o ganho de tempo, de até 70% a menos do que hoje gasta em seu deslocamento, representaria o sucesso para a mudança . O pequeno gasto com o transporte público gratuito no centro, além dos dividendos políticos, proporcionaria uma solução imediata ao caótico trânsito de Belém. Os recursos financeiros que seriam necessários para outras soluções que têm sido anunciadas, poderiam ser deslocados para outras necessidades da cidade, nas quais a iniciativa privada não pode ou não está interessada em investir.
A solução de um transporte especial público e gratuito no centro e cidade velha, feita por veículos movidos a eletricidade, para qual existem linhas de financiamento especial, permitirá eliminar a atual poluição dos gases dos veículos movidos a gasolina e óleo, reduzirá os danos às velhas e seculares construções, melhorará a segurança noturna da área, e propiciará a retirada e/ou ordenamento dos ambulantes do centro comercial . Com tais atrativos, o poder público poderá negociar e exigir que os proprietários dos imóveis façam a recuperação, o resgate arquitetônico de suas propriedades. Um bom diálogo, uma boa equipe de arquitetos e técnicos em transporte, um coordenador, isento de paixão política e vaidade pessoal, poderão transformar nosso problema em uma exemplar solução, mais ainda, transformar, sem os gastos faraônicos que já nos acostumamos a ver, a pagar, o feio centro e a decadente Cidade Velha no melhor postal de nossa Belém.
É oportuno citar São Tomás que escreveu : “ a qualidade da cidade depende da qualidade do cidadão".
O resto é educação, é cidadania.

Publicado em 23.08.1998


“Inverdades corroem a alma, verdades a nutrem.”

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

CONVITE á CIDADANIA

JORNADA DE CONSTITUIÇÃO DO
LABORATORIO DE DEMOCRACIA URBANA
“Cidade Velha-Cidade Viva”

Os associados da CiVViva, cansados de viver em condições de insegurança, de degrado e abandono, desiludidos pela ausência das instituições, organizam um seminário para discutir e avançar propostas finalizadas ao recupero do ponto de vista civil, urbanístico, social e econômico do bairro mais antigo da cidade.
Hoje, vendo o aumento do degrado urbano, social e cultural, sentimos a necessidade de constituir um Laboratório de Democracia Urbana “Cidade Velha-Cidade Viva” que sirva como ponto de referencia para uma cidadania ativa que quer apropriar-se do direito de manifestar idéias, preocupações, mal estar e que tem vontade de trabalhar em conjunto para encontrar respostas e soluções para os problemas do bairro.
Este é um convite aos cidadãos, às associações, aos comitês, aos grupos, aos órgãos públicos e a quantos quiserem ser portadores de novas idéias, na esperança de contar nas decisões sobre temas que interessam a cidade e seu território.

DIA 11 DE JANEIRO DE 2008
Sala João Batista (Assembléia Legislativa)
Horário: das 8h às 14h.